Framework COSO parte I

Quando se fala em Gerenciamento de Risco Corporativo ou Enterprise Risk Management (ERM) é previsível que se faça referência à instituição COSO - Committee of Sponsoring Organizations of the Tradeway Commission (Comitê das Organizações Patrocinadoras da Comissão Treadway), que é uma organização da iniciativa privada americana criada em 1985 para estudar as causas de fraudes em relatórios financeiros e desenvolver formas de prevenção através de ERM, controles internos e compliance.

Em 2004 como resposta aos escândalos financeiros da Enron, WorldCom e outros, o COSO emitiu em parceria com a PricewaterhouseCoopers (PWC) o documento denominado "COSO II" que ampliava a versão anterior de 1992 focada em controles internos, para o conceito de gerenciamento de riscos corporativos. 

Comparativo dos Componentes das versões I e II.

O COSO II está inserido no mesmo contexto de preocupação do mercado com a lisura dos relatórios financeiros e crise ética que fez surgir a lei Sarbenes-Oxley em 2002, que será tema de outro post.

Hoje o framework oferecido pelo COSO é referência global para gestão de riscos corporativos e é utilizado como ferramenta para as áreas de controles internos, auditoria interna, governança corporativa e demais áreas que compõem a estrutura corporativa de gerenciamento de riscos.

Além do documento principal, que está em processo de atualização, existem materiais de apoio no site do COSO que relacionam o framework com segurança cibernética e governança, além de estudos de caso. 

Na parte II dessa postagem serão vistos em detalhe os componentes do COSO.

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