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Cultura de controle e dinamismo corporativo
22 de janeiro de 2016
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Quando se fala em controle ou cultura de controle corporativo é possível que se remeta a uma realidade "metódica" beirando a paranoia. A palavra controle tem um peso negativo para algumas pessoas, pois pode ser associada ao cerceamento da liberdade e consequentemente da criatividade e um ambiente propício para dinamismo de relações e operações.
Entretanto, sem controle as coisas tendem a entrar num processo de entropia, ou seja, desordem e falência. Um ambiente corporativo carente de controle é o que muitos chamam numa linguagem mais informal, de "barata voa" que é a característica de organizações, setores ou departamentos nos quais os colaboradores vivem "apagando incêndios" ou onde tudo é urgente e não há tempo para planejamento, refinamento de processos, melhoria e inovação.
Áreas ligadas a vendas ou produção tendem a enxergar iniciativas ou atividades de controle como improdutivas e desnecessárias, no entanto se o negócio for guiado apenas pela demanda e outros fatores externos, os processos e sistemas que suportam o "core business" tendem entrar no ciclo da já citada entropia.
Portanto, é lícito dizer que o dinamismo corporativo depende de um sólida cultura de controle. Mas, afinal o que é cultura de controle? É um conjunto de práticas organizacionais que visam o atendimento dos objetivos corporativos traçados pelas lideranças e ao mesmo tempo garantem transparência, segurança, eficiência e eficácia. Em outras palavras é trocar a postura do "fazer pelo fazer" por uma visão madura de fazer da melhor forma possível, mas sem negligenciar a conformidade regulatória e com as melhores práticas do mercado.
A proposta do GRC Inside é incitar reflexão e debate, para além da superficialidade, sobre áreas ligadas à cultura de controle como: gestão de riscos, compliance, controles internos, auditoria, segurança da informação, governança corporativa e governança de TI. Essas áreas compõem a estrutura organizacional para uma cultura de controle.
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